domingo, 11 de novembro de 2012

Encerramento Feira do Livro

O Mia é pop! O Teatro Sancho Pança, no Cais do Porto, estava lotado. Tinha gente (e muita!) fazendo fila para entrar. Quando ele adentrou, todos o aplaudiram com entusiasmo. As câmeras imediatamente começaram a fotografá-lo. Quase me senti em um show de rock tamanha a comoção causada pelo Mia Couto. Só não me senti completamente em um show porque não havia ninguém gritando o nome dele. Todos o ouviam com atenção, riam das coisas que ele dizia, aplaudiam suas tiradas espirituosas ou sua franqueza mais crítica. Ele é muito educado. E calmo, muito calmo - sua voz é serena, tranquila. E ele é lúcido em suas opiniões, transmite sinceridade e seriedade sem perder o humor. Como pode ele ser tanto em um só? Como posso resistir ao Mia? Se antes eu nutria simpatia por ele, agora simplesmente virei fã!



Mia Couto em dois momentos: no bate-papo com Donaldo Schüller, Jane Tutikian, Bia Corrêa e Ruy Carlos Ostermann (acima) e na saída do Cais do Porto (ao lado).

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sentimental

Eu havia me proposto a conferir um ar intimista às palavras ordenadas de meus pensamentos caóticos. Mas eu me desacostumei à escrita. Eu me desacostumei à ordem que a escrita exige: à sua coesão; à sua coerência. Não, eu nunca me acostumei a tornar públicos pensamentos tão cheios de sentimentos. Não, eu nunca me acostumei a ter tanto dentro de mim. Mas o pior é que eu nunca fui tão desgraçadamente, masoquistamente, infantilmente sentimental.